Saga do Tradutor II – Leia o post anterior

By alenderman

A questão poder-se-ia resolver de outra maneira: vamos consultar outras edições do mesmo livro. Olha, que mágica lâmpada apareceu por sobre a cabeça do nosso bom e inteligente Allenderman. Lembrou-se que havia adquirido algumas edições no idioma original, e outras em inglês e francês, outros dois idiomas que domina bem. Vamos lá, consultar, página…. Ué, a palavra não consta aqui desta edição, que é posterior à que estava usando. E na anterior? Direto à página… O que há? Palavra misteriosa é essa que não se encontra em dicionários ou mesmo nos outros originais.

Mas você, Allenderman, como nosso bom e onipresente leitor também pode acreditar, subestima e muito a nossa internet. Ué, porque estranha o itálico? O termo internet é estrangeiro. Para a estrangeiros seria Internete, ou Rede Internacional? Talvez a língua portuguesa seja demodè ou demodê. Agora eu não quero procurar no dicionário para saber como se escreve, devo é terminar este post, ou talvez este conto, o que seria inédito, pois tenho vários textos no meu hd, inacabados e, caro leitor e internauta, você vai ter de aturar mais e mais insandidades deste blogueiro.

Enfim, depois de tanta tagarelice deste narrador, o nosso Allenderman resolveu googlar o desconhecidíssimo e intrigante vocábulo daquela edição, talvez especial, ou espacial, porque um termo desses parece ter sido cunhado por alienígenas, ou mesmo klingons ou fereing (não se de qual geração de Jornada nas Estrelas o leitor é fã, se é que é de alguma). Que mania essa de divagar, e não terminar este post de uma vez.

Que grande interrogação na cabeça do nosso Allenderman. Vocábulo incerto. Seria um erro de impressão? Não, os termos parecem formar um vocábulo que faria sentido, com radicais, desinência, se fosse verbo, ou um sufixo, indicando substantivo ou adjetivo. Tão indefinido que nem sequer quanto à natureza do termo se sabe, quiçá como decifrar o seu objeto.

 Pobre Allenderman. Preso nesse trabalho intrigante, nesse joguinho que lhe fora pregado pela sua consciência. Poderia ignorar o vocábulo e terminar o trabalho a tempo, a fim de entregar na editora e receber por seu suado trabalho. Mas nosso tradutor não é pessoa que se guia tão somente pelo quanto possa por ele receber. Além do profit há que se pensar no desenvolvimento intelectual da humanidade, dos brasileiros, que precisam ter acesso a este novo mundo de sonhos e fantasias e de pensamentos deste romance estrangeiro, não obstante a nossa literatura seja de excelente qualidade, e aqui n vai qualquer ironia, ao contrário, a nossa poesia e literatura poderia suprir e muito bem toda a nossa carência de estudos, caso houvesse maior interesse pela leitura.

Mas Allenderman, assim como eu, apesar da extrema admiração quanto aos escritores brasileiros, aprecia e muito a obra dos estrangeiros, muito embora ele, como eu, esteja perdido no quinto volume de “Em busca do tempo perdido” de Marcel Proust. Mas veja, se Proust demorou 20 anos pra escrever e estamos, eu e Allenderman, há cinco anos lendo, estamos em vantagem.

O que fazer agora, Allenderman, perdido quanto a esse vocábulo, sem eira nem beira, incapaz de solucionar o problema e de continuar a tradução. O que fazer agora???

Uma resposta para “Saga do Tradutor II – Leia o post anterior”

  1. nandoprisnitz Disse:

    oi até agora estou gostando da história, vou continuar lendo e depois digo o que estou achando, que você continue com novas idéias para seu blog.
    te desejo um feliz 2008.
    abraço

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