Saga do Tradutor – Final

By alenderman

Já era hora mesmo de colocar um final nesta história. Que mais adianta continuar a falar, falar, falar, ou melhor, escrever, escrever, escrever sobre um tradutor que se depara com uma palavra “mágica” no livro que traduz, que percorre toda uma noite atrás dela, inclusive em sonhos, para depois conseguir decifrar. Bah, que coisa mais previsível. Isso lá é história a se escrever? Só poderia mesmo brotar de uma cabeça que, sem nada de útil pra fazer, resolve colocar num blog as suas sandices.

Agora, como fico eu, o final desta história? Como é que aquele autor, esse que agora me escreve, ou melhor, que já me escreveu, porque o texto está pronto, vai conseguir finalizar esse texto? Aliás, quantas e quantas vezes o final de uma história não é algo bem descepcionante? Várias e várias, eu aliás poderia enumerar várias histórias em que eu fui simplesmente jogado lá e não agradei aos leitores. Como é que o final de uma história pode ser tão chato, ou tão desconexo ou tão sem-final como já aconteceu inúmeras vezes?

Olha, não vou deixar isso aqui acontecer não. O autor vai se ver comigo. Teremos uma conversa muito séria. Sei que ele está empenhado na construção de um final bem interessante, tanto que há um outro rascunho aqui no wordpress que não foi publicado porque o nosso autor não gostou muito do resultado. Enfim. Sei que colocar pontos-finais em muita coisa é difícil, mas há que haver um final, ou as coisas deveriam ficar em aberto?

O final de qualquer coisa sempre é complicado mesmo. Que digam a morte, o final dos relacionamentos, de uma viagem, demissões e afins. Mas calma, também não é para tanto. Estamos apenas em uma pequena história em um blog aí jogadão no big bang da internet, um universo em constantíssima expansão, que progride muito mais que qualquer índice de qualquer coisa. Aliás, sandices por aqui não faltam, e espero que esta experiência aqui não se torne mais uma.

Alenderman conseguiu traduzir a palavra misteriosa, entregou os trabalhos à editora e foi muito bem recompensado por isso. Não digo que ele se tornou famoso após essa tradução, porque os tradutores, apesar do imenso trabalho que possuem, não costumam ser famosos, afinal eles não produzem a arte, mas têm o enorme trabalho de transpor um texto de um idioma, uma cultura, um universo ao outro, o que nem sempre é fácil, tendo em vista as expressões idiomáticas, gírias e elementos próprios de cada cultura, cada país. Mas Alenderman ficou satisfeito com o trabalho efetuado, e aquele trabalho serviu para inspira-lo em outros, e na verdade, agora sim começa a verdadeira história, que é justamente a de que Alenderman iniciará a produção de textos próprios, que é talvez, na verdade, o que significava a palavra misteriosa.

Aliás, pensem comigo: qual seria o significado de uma palavra que aparecesse assim do nada em um texto, somente no seu texto e de mais ninguém, não catalogada em dicionário nem em lugar algum? É algo que somente poderia se decifrado pelo leitor, por ser algo muito pessoal e íntimo. O significado dela veio, conforme foi visto, no sonho de Alenderman. Os sonhos são a linguagem do inconsciente, que utiliza-se de elementos que são totalmente desvinculados da nossa linguagem comum. Aqui não cabe fazer uma interpretação do sonho de Alenderman, e deixo essa tarefa ao leitor, mas desde já adianto que todas as imagens lá descritas não foram sequer planejadas. Saíram diretamente da cabeça do autor, que imaginou um sonho e colocou diretamente aqui, sem pensar nem nada.

O fato é esse: esta história aqui termina. Sei que este final está meio chinfrim, mas é o que foi possível fazer. Como disse, todo final de história, salvo raras exceções, não possui uma arrematação adequada, e acredito que nem sempre isso é desejado. É bom deixar algumas coisas no ar, à livre manifestação do pensamento de quem lê. O autor mesmo era, e ainda é, viciado em literatura, e talvez resolvesse aqui escrever para retribuir, ou acrescentar alguma coisa no mundo da literatura, sem qualquer intenção de ser um autor famoso. Aqui é a arte pela arte, sem qualquer intenção de dar lição de moral ou qualquer outra coisa. Imaginem que o autor quase fez isso no sonho de Alenderman, mas esse rascunho foi abandonado e está perdido por aí no limbo dos caracteres dos computadores. Enfim, é isso, o final dessa história, que sou eu, está aqui diante de vocês, e acredito que estou falando demais, embora este post tenha muito menos palavras que os anteriores. Mas assim é bom, para não cansar a leitura. Até mais.

Uma resposta para “Saga do Tradutor – Final”

  1. Daniel Disse:

    E assim termina.
    Eu sei como é difícil chegar ao ponto final de uma história.

    Gostei da história e vou ficar no aguardo de mais.
    Inté rapaz e boa sexta-feira.

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